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What part will your country play in World War III?

By Larry Romanoff

The true origins of the two World Wars have been deleted from all our history books and replaced with mythology. Neither War was started (or desired) by Germany, but both at the instigation of a group of European Zionist Jews with the stated intent of the total destruction of Germany. The documentation is overwhelming and the evidence undeniable. (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11)

That history is being repeated today in a mass grooming of the Western world’s people (especially Americans) in preparation for World War IIIwhich I believe is now imminent

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Saturday, August 4, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: O PRIMEIRO DIA -- 1.3 OS EFEITOS DA CHUVA RADIOACTIVA






MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR
 O PRIMEIRO DIA

De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe


1.3  Os efeitos da chuva radioactiva


O maior número de vítimas é provocado pelo fallout, ou seja, a recaída ou chuva radioactiva. Cerca de metade dos materiais radioactivos produzidos pela explosão nuclear, voltam a cair no solo dentro de vinte e quatro horas: a outra metade, constituída por partículas mais eves, espalha-se na atmosfera. Depois da explosão no solo de uma bomba de 1 megaton, as pessoas que permanecem ao ar livre ficam expostas a doses mortais de radiações – radiações gama externas, produzidas por materiais radioactivos e radiações beta pelo contacto do fallout sobre a pele – numa área de cerca de 2.000 quilómetros quadrados e a doses perigosas numa área de 10.000 km2.

Um número crescente de pessoas, que permanecem aparentemente ilesas, começam a apresentar sintomas indicadores do síndroma da radiação. No caso de síndromas que afectam o sistema nervoso central, causada por forte radiação, a vítima é afectada por enxaqueca, seguida rapidamente por um estado de sonolência, profunda letargia e apatia, um tremor generalizado e perda de coordenação muscular, entra num estado de coma, acompanhado de convulsões e a morte ocorre dentro de 48 horas.Não existindo nenhum tratamento possível, o resultado é fatal.

No caso de síndroma gastrointestinal, provocada por irradiação aguda, a vítima é atingida por náuseas, vómitos, diarreia hemorrágica, acompanhada de um estado grade de desidratação  e febre alta. No espaço de uma ou duas semanas. No espaço de uma ou duas semanas verifica-se a morte por enterite, septicemia, toxemia ou desequilíbrio dos líquidos orgânicos.

Um síndroma hematopoiético, devido a doses menores, provoca na vítima, uma fase inicial de náusea e vómito, que se prolonga por 24 horas, à qual se segue uma semana de incubação em que o indivíduo parece normal. Neste ponto inicia-se um estado de mal estar difuso, acompanhado de febre e de forte diminuição dos glóbulos brancos em circulação. Petéquias e hemorragias das gengivas não tardam a manifestar-se, enquanto cai o número das plaquetas sanguíneas e se determina um estado de anemia devido a insuficiência medular e hemorragias. Dependendo do grau de exposição e da extensão das lesões da medula óssea, a pessoa pode restabelecer-se em algumas semanas ou alguns meses, ou caso contrário, morrer por hemorragia ou septicemia por causa da supressão das defesas imunitárias.

Qual é o destino daqueles que, encontrando-se no raio de destruição da bomba nuclear, tiveram a má sorte de não morrer imediatamente, descrevem-no os sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki por tê-lo visto com os seus próprios olhos.  Michito Ichimaru - um estudante de Medicina que, no momento da explosão da bomba sobre Nagasaki, se encontra a dois quilómetros e meio do hipocentro, não tendo podido ir para a aula devido ao descarrilamento de um eléctrico – conta «À 11 da manhã, enquanto estava no quarto com um companheiro de estudos, senti o ruído de um B-29 que passava sobre as nossas cabeças. Pouco depois, o ar acendeu-se com uma luz amarela brilhante e sentimos um enorme golpe de vento. Aterrorizados, precipitámo-nos para nos escondermos no gabinete. Mais tarde, quando me recuperei, vi que no tecto se tinha produzido um buraco, todos os vidros se tinham quebrado e uma lasca tinha-me feito uma ferida no ombro, que sangrava. Ao sair, vi que o céu de azul se tinha tornado negro e tinha começado a cair uma chuva negra. Pouco depois, tentei chegar à minha Escola de Medicina em Urakami, mas não consegui por causa dos incêndios que surgiam em toda a parte. Encontrei muitas pessoas que regressavam de lá. Tinham as roupas rasgadas e farrapos de pele que pendiam do corpo. Vagueavam como fantasmas.


«No dia seguinte consegui alcançar Urakami. Restavam, unicamente. As estruturas em cimento e ferro. Avizinhando-me da escola, vi cadáveres negros e carbonizados, que mostravam o branco dos ossos. Dentro do edifício escolar destruído, encontrei alguns dois meus companheiros ainda com vida, mas incapazes de se moverem. Mesmo os mais fortes estavam caídos por terra.Falei com eles e disseram-me que iriam recuperar, mas, na realidade, todos morreram dentro de poucas semanas. Nunca mais posso esquecer o olhar daqueles olhos nem o som daquelas vozes. Subi a pequena colina atrás da escola. As árvores tinham perdido a folhagem, a colina verde tinha-se tornado castanha. Encontrei muitos estudantes, médicos e enfermeiras e alguns pacientes fugidos do hospital. Estavam muito fracos e sedentos, gritavam: «Dá-me, água, água, suplico-te». Tinham as roupas em farrapos, sujas e ensanguentadas. O seu estado era gravíssimo. Levei amigos pela colina abaixo, carregando-os nos meus ombros. Servindo-me de um carrinho puxado por uma bicicleta, levei-os para casa. Morreram todos dentro de poucos dias. Alguns amigos morreram com febre elevada, em delírio. Outros lamentavam-se de um mal estar geral, e tinham diarreia com sangue. Em todas as escolas públicas que visitei, encontrei muitos sobreviventes levados para lá, por pessoas com saúde. É impossível descrever o horror daquela cena. Recordo-me das vozes que gritavam de dor e e um fedor terrível. Eu lembro-me disto como o inferno. Também todas estas pessoas morreram em poucas semanas.»

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Friday, February 16, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: 2.5 O Tratado do Espaço Exterior e o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares







MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR

O PRIMEIRO DIA


De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe



2.5 O Tratado do Espaço Exterior e o 
          Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares
Neste ponto os EUA, colocados numa posição difícil, propõe à União Soviética um tratado sobre o uso pacífico do Espaço Exterior, tomando como modelo o Tratado do Antártico  estipulado no dia 1 de Dezembro de 1959 pelos EUA, a URSS e outros dez países, esse Tratado estabelece o uso pacífico da Antártida e proíbe qualquer actividade militar, inclusive as explosões nucleares experimentais.
Inicialmente Moscovo não aceita a proposta, porque quer associar a negociação sobre o uso pacífico do Espaço à das bases avançadas, pelas quais os EUA podem atingir a União Soviética. Finalmente, acaba por aceitar. Assim, é assinado em 27 de Janeiro de 1967, o Tratado sobre o Espaço Exterior,  aberto à adesão de outros Estados: o mesmo impede os signatários de colocarem armas nucleares ou outro  género de armas de destruição em massa na órbita terrestre, sobre a Lua ou sobre outros corpos celestes ou ainda, estacioná-los no espaço extra-atmosférico. O Tratado consente a utilização da Lua e de outros corpos celestes, exclusivamente para fins pacíficos, e proíbe expressamente o uso para efectuar testes sobre armas de qualquer género, conduzir manobras militares ou estabelecer instalações militares.
Imediatamente a seguir, em 1 de Julho de 1968, é estipulado o Tratado de Não-Proliferação de armas nucleares (TNP). Promovem-no os EUA, a Grã-Bretanha e a União Soviética que, preocupados com o facto de outros países quererem entrar  no círculo das potências nucleares, decidem estabelecer uma regra simples: quem está dentro, fica dentro; quem está fora, fica fora. Aderiram ao Tratado de Não-Proliferação, inicialmente, outros 59 países, mas não a França e a China, que o assinaram só em 1992. Não aderiram a Índia, o Paquistão e Israel.
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Thursday, February 15, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: 2.4 A planificação do ataque nuclear






MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR

O PRIMEIRO DIA


De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe



2.4  A planificação do ataque nuclear
Em 1965/1967, o arsenal americano atinge um máximo superior a 31.000 armas nucleares, às quis se juntam mais 300 britânicas e 35 francesas, levando o arsenal global da NATO a mais de 31.500. A URSS supera as 8.000 armas nucleares, enquanto a China possui 25.
A par e passo com o crescimento do próprio arsenal, o Pentágono desenvolve planos operacionais detalhados de guerra nuclear contra a URSS e a China. Um portfólio/pasta de 800 páginas tornado público em 2015 pelo National Archives and Records Administration (NARA),  o arquivo do governo dos EUA; contém uma lista (até àquele momento top secret) de milhares de objectivos na URSS, Europa Oriental e China, que os EUA se preparavam para destruir com armas nucleares, durante a guerra fria. Em 1959, o ano a que se refere a «target list» redigida em 1956, os EUA dispunham de 12 mil ogivas nucleares e mais 80 britânicas, enquanto a URSS possuía cerca de mil e a China ainda não tinha nenhuma.Sendo superior também nos meios de transporte das mesmas armas nucleares (bombardeiros e mísseis), o Pentágono considera viável, um ataque nuclear.
O plano prevê a «destruição sistemática» de 1.100 campos de aviação e 1.200 cidades. Moscovo seria destruída com 180 bombas termonucleares; Leningrado, com 145; Pequim, com 23. Muitas «áreas povoadas» seriam destruídas pelas « explosões nucleares ao nível do solo, para aumentar a recaída/queda radioactiva. Entre estas, Berlim Oriental, cujo bombardeamento nuclear comportaria «implicações desastrosas para Berlim Ocidental». O plano não é levado a cabo, porque a União Soviética adquire rapidamente a capacidade de atingir os Estados Unidos.
Apesar disso – referirá sucessivamente Paul Johnstone, durante dois decénios (1949-1969), analista do Pentágono para a planificação da guerra nuclear – entre os estrategas americanos está, naquele período, «um consenso geral que, se bem que uma troca nuclear provocasse graves danos aos Estados Unidos, com muitos milhões de mortos e uma capacidade baixa imediata de sustentar a guerra, os EUA continuariam a existir como nação organizada vital e, finalmente, prevaleceriam, enquanto a União Soviética não seria capaz de fazê-lo.

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PT -- GUERRA NUCLEAR: A CORRIDA AOS ARMAMENTOS NUCLEARES -- 2.2 Os mísseis balísticos intercontinentais







MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR


O PRIMEIRO DIA

De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe


2.2 Os mísseis balísticos intercontinentais

Inicia-se, neste período, a distribuição dos transportadores nucleares mais mortíferos: os mísseis balísticos intercontinentais, lançados de terra (ICBM).

O primeiro ICBM americano é o Atlas, que é exibido numa série de testes em 1957-58: tendo um alcance de 12.000 km, pode atingir com a sua ogiva nuclear, qualquer objectivo no interior da União Soviética. A URSS desenvolve, no mesmo período, o seu primeiro ICBM, o R-7/SS-6 Sapwood, que, tendo um alcance de 10.000 km, pode atingir, por sua vez, os EUA com uma ogiva nuclear de 3-5 megaton.

Em 1961, os EUA possuem um ICBM mais desenvolvido, o Titan II. No mesmo ano, a URSS dispõe de um novo míssil, o R-16/SS-7 Saddler. Com um alcance de 13.000 km e uma ogiva nuclear até 6 megaton.

Os Estados Unidos continuam, em simultâneo, um programa que prevê a produção em massa e a distribuição de um novo ICBM, simples e confiável, capaz de destruir objectivos de qualquer tipo: é o Minuteman, que um consórcio de cinco indústrias constrói em quatro modelos sucessivos, um melhorado em relação ao outro. Na primeira fase, pensa-se instalar parte dos mísseis em rampas de lançamento móveis, que deveriam circular, continuamente, ao longo da rede ferroviária, de modo a fugir a um eventual ataque soviético.

Depois de ser efectuada uma série de provas em 1960, decide-se instalá-los todos em silos (poços reforçados, contendo a rampa de lançamento), espalhados no território à distância de 5-11 km uns dos outros. Os silos, em grupos de dez, estão ligados aos centros de controlo de lançamento, em bunkers subterrâneos reforçados, em cada um dos quais, vinte e quatro horas sobre vinte e quatro, estão dois oficiais prontos a lançar os mísseis, logo que seja recebida a ordem. Os primeiros Minuteman tornaram-se operacionais em 1961.

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Wednesday, February 14, 2018

DE -- Manlio Dinucci -- Die Kunst des Krieges: Für wen sind die "nutzlosen Kriege" nützlich?

 


Die Kunst des Krieges 

Für wen sind die "nutzlosen Kriege" nützlich?

Manlio Dinucci

Das Lied, das das "San Remo"-Festival verdient gewonnen hat, wird begleitet von einem Videoclip. Es zeigt dramatische Szenen von kriegerischen Attacken. Trotz allem muss das Leben weitergehen, "denn alles geht über deine nutzlosen Kriege hinaus". Versuchen wir, den Videoclip mit einem Dokumentarfilm über die neuesten Fakten zu ersetzen:

In Europa setzt die NATO an der Ostfront zunehmende Kräfte (einschließlich der iranischen) gegen Russland ein, die als atemberaubend aggressive Macht dargestellt werden. Im Rahmen einer atomaren Aufrüstung, die 1,2 Billionen US-Dollar kostet, bereiten sich die Vereinigten Staaten darauf vor, die neuen Atomwaffen B61-12 in Italien, Deutschland, Belgien und den Niederlanden und wahrscheinlich auch in Polen und anderen Ostländern einzusetzen. F-35 Kämpfer werden mit der neuen Bombe ausgerüstet sein. 

Die italienische Luftwaffe nimmt an den Atomkriegs-Übungen teil: Sie hat eines ihrer Teams im letzten September an das Strategische Kommando der USA geschickt. Russland wird von den USA auch beschuldigt, auf seinem eigenen Territorium Boden-gestützte Mittelstrecken-Raketen einzusetzen, was einen Verstoß gegen den INF-Vertrag von 1987 darstellt. Folglich bereitet das Pentagon Raketen ähnlich der "Pershing 2" und "Cruise" in Europa vor. 

Dies schafft eine militärische Konfrontation ähnlich dem "Kalten Krieg", die den Einfluss der USA in Europa verstärkt und die Bündnispartner in der gemeinsamen Strategie vereint, die darauf abzielt, die Unabhängigkeit in einer sich verändernden Welt aufrecht zu erhalten. 

Dies führt zu steigenden Militärausgaben: Italien wird es von 70 auf 100 Millionen Euro pro Tag bringen; Spanien auf 50 Millionen mit einem Anstieg von 73% bis 2024; Frankreich wird die Militärausgaben um 40% erhöhen und 135 Millionen pro Tag überschreiten. Um sein Nuklear-Arsenal zu erhöhen, wird Frankreich bis 2025 insgesamt 37 Milliarden Euro ausgeben. 

Es ist ein großes Geschäft für die Industrie im Bereich des Privatsektors: Die Aktienrendite von Lockheed-Martin stieg in drei Jahren um 84%. Funktionell für die mächtigen Interessen, die die US/NATO-Skalierung befeuern, sind die ukrainischen Neo-Nazigruppen. Sie werden von US-Ausbildern aus Vicenza (Italien) trainiert. Die Ukraine ist die "Kinderstube" der Wiederbelebung des Nationalsozialismus im Herzen Europas geworden (in Italien wird darüber kaum gesprochen). 

Im Nahen Osten planen die USA/NATO nach der russischen Intervention zur Unterstützung von Damaskus den syrischen Staat zu zerstören (wie bereits mit dem libyschen getan), was bisher gescheitert ist. Jetzt versuchen US und NATO, koordiniert mit Israel, das Land zu balkanisieren, indem sie Stücke des nationalen Territoriums abtrennen. 

In einer Anhörung vor dem US-Kongress am 6. Februar erklärte der amerikanische Botschafter Robert Ford, dass die Vereinigten Staaten für militärische und "zivile" Operationen in Syrien (wo noch etwa 2.000 US-Truppen operieren) seit 2014 12 Milliarden Dollar ausgegeben haben (hauptsächlich für Arm und Reich), um die Jihad-Bewegungen zu unterstützen und den Staat von innen heraus zu unter-minieren.

In Ostasien - unterstreicht die "National Defense Strategy 2018" des Pentagon - sind die Vereinigten Staaten mit China konfrontiert: "ein strategischer Wettbewerber mit räuberischer Wirtschaft, der seine Nachbarn einschüchtert, während er seine militärische Präsenz im Südchinesischen Meer ausweitet". Das Pentagon prüft einen Plan, um eine schwer-bewaffnete, schnelle Eingreiftruppe der Marines nach Asien-Pazifik zu schicken. 

Die Vereinigten Staaten verlieren wirtschaftlichen Boden in Bezug auf China und setzen ihre Streitkräfte ein. So entstehen neue Entwicklungen in der Region, nicht zufällig, wenn sich zwischen den beiden Koreas Anzeichen von Entspannung zeigen. Der Ausgang kann ein weiterer Krieg sein, nicht "nutzlos", aber sehr nützlich für die Imperiums-Strategie.

Il manifesto - 13. Februar 2018

Übersetzung: Renate Shany`Sha Rehberg


NO WAR NO NATO


PT -- GUERRA NUCLEAR: O PRIMEIRO DIA: A CORRIDA AOS ARMAMENTOS NUCLEARES





MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR


O PRIMEIRO DIA

De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe


Capítulo 2
A CORRIDA AOS ARMAMENTOS NUCLEARES
2.1 O confronto nuclear USA-URSS
Apenas um mês, após o bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki, em Setembro de 1945, no Pentágono já calculavam que seriam precisas 200 bombas nucleares contra um inimigo da dimensão da Rússia. Em 5 de Março de 1946, o discurso de Winston Churchill sobre a «cortina de ferro» abre oficialmente a ‘guerra fria’. 
Logo a seguir, no dia 1 e 25 de Julho de 1946, Os EUA efectuavam os dois primeiros ensaios nucleares (Able e Baker), no atol de Bikini (Ilha Marshall, Oceano Pacífico) para verificar os efeitos sobre um grupo de navios em desarmamento e milhares de cobaias. Participam na operação, denominada Crossroads, mais de 40.000 militares e civis americanos, com mais de 250 navios, 150 aviões e 25 mil detectores de radiações.
Em 1949, o arsenal americano aumenta para cerca de 170 bombas nucleares. Neste ponto os EUA estão seguros de poder ter, dentro em breve, bombas nucleares suficientes para atacar a União Soviética. Elas podem ser transportadas pelas super fortalezas voadoras B-29, usadas no bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki.
No entanto, naquele mesmo ano, desvanece-se o sonho americano de conservar o monopólio das armas nucleares. Em 29 de Agosto de 1949, a União Soviética efectua a sua primeira explosão experimental de um engenho de plutónio. Agora também a URSS tem a Bomba. Começa neste ponto, a corrida aos armamentos nucleares entre as duas super potências.
Naquele mesmo ano, em 4 de Abril de 1949, é fundada a NATO, compreendendo, durante a guerra fria, dezasseis países: Estados Unidos da América, Canadá, Bélgica, República Federal da Alemanha, Grã-Bretanha, Grécia, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Holanda, Portugal, Espanha e Turquia. Através desta aliança, os EUA mantém o seu domínio sobre os aliados europeus, usando a Europa como primeira linha no confronto, também nuclear, com o Pacto de Varsóvia. Este último, em 14 de Maio de 1955 (seis anos depois da NATO), compreende a União Soviética, a Bulgária, a Checoslováquia, a Polónia, a República Democrática da Alemanha, Roménia, Hungria, Albânia (de 1955 a 1968).

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Sunday, February 11, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: O PRIMEIRO DIA -- 1.4 O inverno nuclear





MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR
 O PRIMEIRO DIA

De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe




1.4 O inverno nuclear

Durante mais de trinta anos depois do bombardeamento atómico de Hiroshima e Nagasaki, os cientistas de todo o mundo concentraram os seus estudos sobre os efeitos de uma simples explosão nuclear: irradiação térmica, onda de choque, queda radioactiva local,intermédia e a longo prazo. Só no início dos anos oitenta, começaram a indagar sobre as consequências de um uso em vasta escala de armas nucleares. Os modelos científicos que elaboraram, fornecem-nos – embora com diferenças notáveis uns dos outros, uma indicação fundamental inequívoca. Uma guerra nuclear provocaria não só o que aconteceu em Hiroshima e Nagasaki multiplicado por mil ou um milhão, mas algo ainda mais grave: a desorganização dos equilíbrios climáticos e dos eco sistemas.

Num conflito nuclear em vasta escala, desenvolver-se-iam, ao mesmo tempo, em áreas urbanas e florestais, milhares de incêndios violentos, cada um dos quais estendido até centenas de quilómetros. Não tendo tido nunca, incêndios  deste tipo e de tão vastas proporções, é difícil estimar, com exactidão, a quantidade de fumo que seria emitida. De qualquer maneira, acredita-se que até a combustão de uma pequena parte dos materiais inflamáveis provocaria consequências gravíssimas.

Bastaria a combustão de um terço de mais de 10 biliões de toneladas de madeira e de papel – concentrados nas áreas urbanas e industriais -  da América do Norte, Europa e Rússia – para produzir uma quantidade de fumo estimada, desde dezenas de toneladas e, ulteriormente, mais centenas de milhões de toneladas, constituída por um quarto ou um terço de carbono elementar amorfo.

A combustão dos materiais inflamáveis concentrados nas áreas urbanas e industriais – madeira, papel, petróleo, gasolina, querosene, gasóleo, produtos químicos, materiais plásticos, fibras sintéticas, borracha, asfalto e outros – produziria centenas de milhões de toneladas de fumo muito fuliginoso, constituído por mais de 50% de carbono elementar amorfo.

Os incêndios de grandes áreas florestais, na ordem de dezenas o centenas de milhares de km2, adicionariam, em quantidade variável dependendo da estação e do tipo de vegetação, outras dezenas de milhões de toneladas de fumo, o qual teria, em relação ao produzido pelos incêndios urbanos, um coeficiente mais elevado de absorção da radiação solar.

Esta enorme quantidade de fumo fuliginoso – constituído de partículas com diâmetro de 01, a 1 micron, formado de uma mistura de carbono elementar amorfo, hidrocarbonetos condensados, detritos minúsculos e outras substâncias – seria transportado rapidamente para a atmosfera, a uma altitude de 10-15 km, por violentas correntes ascendentes geradas pelos incêndios. Se bem que uma parte caísse no solo,  depois de algum tempo, com as precipitações atmosféricas, uma outra parte ficaria muito tempo suspensa na atmosfera, exercendo uma forte acção absorvente da radiação solar.

No hemisfério Norte, no período que vai da Primavera ao início do Outono,  a temperatura média da superfície poderia cair de 20ºC para -40ºC dentro de poucos dias, provocando fortes perturbações. Nas latitudes médias, a temperatura média de verão à superfície poderia cair a níveis outonais ou de princípio de inverno por períodos de semanas ou mais. Nas zonas interiores dos continentes poderia existir períodos caracterizados por temperaturas muito rígidas, de pleno inverno. Fortes correntes de ar frio poderiam dirigir-se para o sul, para regiões onde raramente ou nunca há condições de gelo.

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Saturday, February 10, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: O PRIMEIRO DIA -- 1.2 OS EFEITOS DA EXPLOSÃO NUCLEAR SOBRE UMA CIDADE










MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR
 O PRIMEIRO DIA

De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe



1.2 Os efeitos da explosão nuclear sobre uma cidade


A bomba de Hiroshima, à luz dos sucessivos desenvolvimentos de tais armamentos, aparece como a chave da era nuclear. Com um terço do urânio 235 usado para o LITTLE BOY, construíram-se, não muito tempo depois, dispositivos 8-9 vezes mais potentes que, se forem usados para activar uma bomba de hidrogénio, produzem uma explosão mil vezes mais destruidora. A relação potência-peso (a medida padrão de eficiência de um dispositivo explosivo), que na bomba de Nagaski é de cerca de 5.000, é elevada a 3.500.000.

Para perceber quis são os efeitos destruidores de tais armas,  toma-se como exemplo, o de uma única explosão nuclear sobre uma cidade: a unidade adoptada para tais cálculos – efectuados sobre a base da experiência de Hiroshima e Nagasaki e das explosões nucleares experimentais – é, em geral, uma bomba de 1 megaton (MT), semelhante à explosão de uma tonelada de TNT (para cujo transporte, foi calculado ser necessário um comboio de mercadorias de 500 km de extensão). É uma arma cuja potência equivale a 75 bombas de Hiroshima.

No cálculo deve considerar-se, em primeiro lugar, os factores variáveis, dos quais depende o fluxo e o tipo de efeitos da explosão nuclear. Uma explosão no solo concentra uma onda de choque (onda de pressão do ar, produzida pela explosão) e o calor, mais intensamente a nível do solo, reduzindo os efeitos, mas aumenta o dano da queda de partículas radioactivas no solo e os incêndios. Uma humidade mais elevada da atmosfera reduz os danos dos incêndios, mas aumenta notavelmente a radioactividade. Durante o verão ou num clima quente, nota-se um maior número de queimados, pois que muitas pessoas encontram-se ao ar livre e com roupas ligeiras. Num dia feriado, regista-se um maior número de vítimas, pelo encerramento dos escritórios, fábricas e escolas.

Calcula-se que a devastação máxima seria provocada pela detonação de uma bomba nuclear de 1 megaton a uma altitude de 2.000 metros, num dia feriado durante o horário de trabalho, num dia quente de verão límpido, seco e ventilado.

Os efeitos da explosão são calculados, baseados numa série de anéis (coroas circulares compreendidas entre duas circunferências concêntricas de raios, em volta do ground zero, o hipocentro,o ponto da superfície terrestre sob a vertical da explosão. Cada um de nós, com um mapa e um compasso, pode calcular quais os efeitos que provocaria sobre o seu próprio território, a explosão de uma bomba nuclear de 1 megaton.


Friday, February 9, 2018

PT -- Manlio Dinucci -- Rumsfeld forneceu a tecnologia nuclear a Pyongyang

Rumsfeld forneceu a tecnologia nuclear a Pyongyang
de Manlio Dinucci

O «segredo» dos EUA. O Ministro Donald Rumsfeld alerta os bombardeiros atómicos contra a Coreia do Norte a quem o próprio - quando era Director da ABB - forneceu a tecnologia nuclear.


5 de Fevereiro de 2003


“Donald H. Rumsfeld desconfia da Coreia do Norte", diz a legenda da foto publicada ontem, no The New York Times juntamente com o artigo em que se anuncia que, "o Secretário da Defesa alertou 24 bombardeiros de longo alcance, para uma possível formação ofensiva à distância de tiro da Coreia do Norte ". Isto para evitar que a Coreia do Norte aproveite o “momento em que Washington está concentrado no Iraque”, para acelerar o seu programa nuclear: Pyongyang – informa a CIA -  procurou construir armas nucleares, obtendo tecnologias e instalações para usar aparentemente para fins civis, mas, na verdade, é para fins militares. Ao mesmo tempo, a ordem de Rumsfeld de activar os bombardeiros estratégicos serve para “dar ao Presidente opções militares, se a diplomacia não conseguir bloquear os esforços da Coreia do Norte em produzir armas nucleares”. Então, os funcionários do Pentágono tinham razão,  quando disseram ao Los Angeles Times, em 1 de Fevereiro, que “o Secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, apesar de estar a preparar uma possível guerra contra o Iraque, está imerso na crise norte coreana”. Na verdade, Donald Rumsfeld está mergulhado mais do que se pensa.



Thursday, February 8, 2018

ERIC ZUESSE -- A new nuclear arms race is upon us

A new nuclear arms race is upon us
“…they have expressed a readiness to go nuclear first in a conflict with Russia or others that had not yet crossed the nuclear Rubicon.”
February 8, 2018, 03:45


The US Nuclear Posture Review (NPR), a key nuclear strategy document that was issued on February 2nd by US Secretary of Defense James Mattis, seems to have benefited from last-minute changes that had been made to it. But it’s still extremely dangerous for the entire world, as will be fully explained here.
One key issue on which a change was made was whether the US would lower the threshold for introducing nuclear weapons into a conflict.
Princeton scholar Bruce Blair somehow saw an earlier draft of the NPR, and he headlined, in the normally neoconservative — but not this time; instead they published his warning against Trump’s going too far into neoconservatism — Washington Post, on January 13th, headlined “A new Trump administration plan makes nuclear war likelier; and Blair managed to report, in that neoconservative medium, that the then-draft NPR included the passage:
“The United States would only consider the use of nuclear weapons in extreme circumstances to defend the vital interests of the United States, its allies, and partners. Extreme circumstances could include significant non-nuclear strategic attacks. Significant non-nuclear strategic attacks include, but are not limited to, attacks on the US, allied, or partner civilian population or infrastructure.”
Blair criticized this:
Alarmingly, the wizards have uprooted the nuclear taboo and deluded themselves into believing that nuclear weapons are far more usable than previous presidents held. In a single ill-conceived stroke, they have expressed a readiness to go nuclear first in a conflict with Russia or others that had not yet crossed the nuclear Rubicon.
This is needless because the United States possesses ample conventional strength to repulse Russian aggression, and reckless because all it accomplishes is increasing the risk of blundering into a nuclear war.
The tech-journalist Jessica Conditt, on January 31st, two days prior to the NPR’s public release, picked up on Professor Blair’s article (without noting, however, where she had obtained her information on it) and wrote:

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BRUTALITY

BRUTALITY IN ACTION

AND NO ONE REACTS AGAINST AND OPPOSES IT!!!....

BRUTALIDADE EM ACÇÃO

E NINGUÉM REAJE CONTRA ELA E SE OPÕE!!!...

https://twitter.com/backtolife_2023/status/1589485984361873408?s=20&t=7vdffgzpUFi2yeU4FxCHng

 



MOON OF SHANGHAI

MOON OF SHANGHAI
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What part will your country play in World War III?

By Larry Romanoff, May 27, 2021

The true origins of the two World Wars have been deleted from all our history books and replaced with mythology. Neither War was started (or desired) by Germany, but both at the instigation of a group of European Zionist Jews with the stated intent of the total destruction of Germany. The documentation is overwhelming and the evidence undeniable. (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11)

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 https://www.moonofshanghai.com/2021/05/larry-romanoff-what-part-will-your.html

Discurso do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, na manhã do dia 24 de Fevereiro de 2022

Discurso do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, Tradução em português




Presidente da Rússia, Vladimir Putin: Cidadãos da Rússia, Amigos,

Considero ser necessário falar hoje, de novo, sobre os trágicos acontecimentos em Donbass e sobre os aspectos mais importantes de garantir a segurança da Rússia.

Começarei com o que disse no meu discurso de 21 de Fevereiro de 2022. Falei sobre as nossas maiores responsabilidades e preocupações e sobre as ameaças fundamentais que os irresponsáveis políticos ocidentais criaram à Rússia de forma continuada, com rudeza e sem cerimónias, de ano para ano. Refiro-me à expansão da NATO para Leste, que está a aproximar cada vez mais as suas infraestruturas militares da fronteira russa.

É um facto que, durante os últimos 30 anos, temos tentado pacientemente chegar a um acordo com os principais países NATO, relativamente aos princípios de uma segurança igual e indivisível, na Europa. Em resposta às nossas propostas, enfrentámos invariavelmente, ou engano cínico e mentiras, ou tentativas de pressão e de chantagem, enquanto a aliança do Atlântico Norte continuou a expandir-se, apesar dos nossos protestos e preocupações. A sua máquina militar está em movimento e, como disse, aproxima-se da nossa fronteira.

Porque é que isto está a acontecer? De onde veio esta forma insolente de falar que atinge o máximo do seu excepcionalismo, infalibilidade e permissividade? Qual é a explicação para esta atitude de desprezo e desdém pelos nossos interesses e exigências absolutamente legítimas?

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ARRIVING IN CHINA

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APPEAL TO THE LEADERS OF THE NINE NUCLEAR WEAPONS’ STATES

(China, France, India, Israel, North Korea, Pakistan, Russia, the United Kingdom and the United States)

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Larry Romanoff,

contributing author

to Cynthia McKinney's new COVID-19 anthology

'When China Sneezes'

When China Sneezes: From the Coronavirus Lockdown to the Global Politico-Economic Crisis

LARRY ROMANOFF on CORONAVIRUS

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World Intellectual Property Day (or Happy Birthday WIPO) - Spruson ...


Moon of Shanghai

J. Bacque

20 questions to Putin

President of Russia Vladimir Putin:

Address to the Nation

Address to the Nation.


The President of Russia delivered the Address to the Federal Assembly. The ceremony took place at the Manezh Central Exhibition Hall.

January 15, 2020

State of the Nation

Joint news conference following a Normandy format summit

https://tributetoapresident.blogspot.com/2019/12/joint-news-conference-following.html

Joint news conference following the Normandy format summit.

índice


“Copyright Zambon Editore”

PORTUGUÊS

GUERRA NUCLEAR: O DIA ANTERIOR

De Hiroshima até hoje: Quem e como nos conduzem à catástrofe

ÍNDICE

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TRIBUTE TO A PRESIDENT


NA PRMEIRA PESSOA

Um auto retrato surpreendentemente sincero do Presidente da Rússia, Vladimir Putin

CONTEÚDO

Prefácio

Personagens Principais em 'Na Primeira Pessoa'

Parte Um: O Filho

Parte Dois: O Estudante

Parte Três: O Estudante Universitário

Parte Quatro: O Jovem especialista

Parte Cinco: O Espia

Parte Seis: O Democráta

Parte Sete: O Burocrata

Parte Oito: O Homem de Família

Parte Nove: O Político

Apêndice: A Rússia na Viragem do Milénio


Daniele Ganser

Açores


Subtitled in EN/PT

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xmas





“Glory to God in the highest,

and on Earth

Peace, Good Will toward men.”

This Christmas, Give Peace